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Posts Tagged ‘crítica de arte’

o atemorizante humor da crença

Há tempos, nem tanto tempo assim, publiquei uma crítica sobre um trabalho de Nachtergaele que julguei genial. Um excesso de genialidade que poderia demorar uma vida para aparecer, mas eis, pois, a ironia, que essa genialidade surgiu densa e necessária à juventude de um diretor. Todavia, como sempre, o riso me passou despercebido, mas é [...]

A festa da menina morta de Nachtergaele: cor, tempo e crença

Pode-se dizer que A festa da menina morta (2009, dir. Matheus Nachtergaele) possui uma infinidade de méritos dramatúrgicos, mas não me ocupo deles. Esta obra possui, sobretudo, méritos pictóricos. A experiência, em todas as suas nuances, é mostrada. Antes de tudo: “O mundo é real-ilusãoâ€. Esta sentença pode ser esoterizada muito facilmente, mas a direção-roteiro [...]

Fabio Cardoso: a nudez e o âmbar

Alguma coisa deve ser dita sobre o tempo, mas para que alguém possa dizê-la é preciso compreender os ardis do tempo. O primeiro dos ardis é que o tempo não pode ser interrompido. Ele marca o ritmo da experiência. Ele se confunde com a própria experiência. O segundo dos ardis é que o tempo pode [...]

José Bechara: da casa aos estilhaços de açúcar-imagem

José Bechara: da casa aos estilhaços de açúcar-imagem
A casa é um objeto-fenômeno difícil de ser definido. Ela não é simplesmente um conglomerado de materiais, como também se distingue de um conglomerado de afetos. Não é simples ter uma casa. Não é simples construir uma casa. Não é simples destruir uma casa. Assim, o processo que [...]

José Bechara: analítica do preto e do branco e suas cores

Esta analítica da experiência, em questão na série das casas minimais, que julgamos relevante denominar de uma analítica das cores, mais do que uma analítica das formas, não pode deixar de ser feita numa dimensão pictórica das formas em escultura. Porque antes das cores serem colocadas em questão é preciso que sejam colocadas desde a [...]

Variações sobre o artigo de Paulo Herkenhoff em defesa de Carolina da Mota

Poucas pessoas gostaram da última curadoria da Bienal de São Paulo. Por cinismo gostei mais das discussões do que da curadoria. O gosto, sob algumas alterações conceituais, ainda consiste numa categoria importante para se discutir artes visuais, mas, nesse caso específico, não creio que deve ser invocado. Para todos os efeitos a discussão em torno [...]

Da fotografia de Daniel ou as dimensões visuais da sociabilidade

Da fotografia de Daniel ou as dimensões visuais da sociabilidade
(Foto Rio – Centro Cultural Justiça Federal, Rio de Janeiro – 2007).
Quantas dobraduras um lençol suporta? Qual o tamanho do amanhã? E a distância entre a intenção e o feito? Qual a dimensão de loucura entre o pensamento e a voz? Como ditar essas distâncias que [...]

Apologia das sombras ou as portas em avesso

Apologia das sombras ou as portas em avesso

(Comentários sobre a exposição de Fábio Cardoso – Lurix Arte Contemporânea – 24 de Março de 2007).

As mil e uma noites não precisam ser infinitas para que sejam infinitas. O que significa dizer que os mil e um grãos de areia da praia podem dizer todos os grãos, [...]

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