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	<title>Modos de Fazer Mundos</title>
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	<description>editado por Cesar Kiraly</description>
	<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 11:15:33 +0000</pubDate>
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		<title>Ready made of SubWay</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 15:32:08 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[poesia]]></category>

		<category><![CDATA[Ready made of SubWay]]></category>

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		<description><![CDATA[Apresento sete ready mades sobre a placa de aviso de energia dos trilhos do metrô. Escritos em dias diferentes. Para ler, clique aqui.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Apresento sete ready mades sobre a placa de aviso de energia dos trilhos do metrô. Escritos em dias diferentes. Para ler, <a title="Ready made of SubWay" href="http://issuu.com/cesarkiraly/docs/ready_made_of_subway?mode=embed&amp;layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Flight%2Flayout.xml&amp;showFlipBtn=true" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/issuu.com');" target="_blank">clique aqui</a>.</p>
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		<title>calafrios</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Mar 2010 16:01:34 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[poesia]]></category>

		<category><![CDATA[calafrios]]></category>

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		<description><![CDATA[Margarida pergunta a Raimundo, vendo-o abotoado da cabeça à alma:
- Sente frio?
Ao que Raimundo responde:
- frio não, calafrio. O silêncio&#8230;
Ele faz a diferença, toda.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Margarida pergunta a Raimundo, vendo-o abotoado da cabeça à alma:<br />
- Sente frio?<br />
Ao que Raimundo responde:<br />
- frio não, calafrio. O silêncio&#8230;<br />
Ele faz a diferença, toda.</p>
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		<title>&#8220;Que bom te ver viva&#8221;: vergonha pela coragem alheia</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 20:18:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cesarkiraly</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[crítica de arte]]></category>

		<category><![CDATA[cinema]]></category>

		<category><![CDATA[feminilidade]]></category>

		<category><![CDATA[política]]></category>

		<category><![CDATA[tortura]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Que bom te ver viva&#8221;: vergonha pela coragem alheia 
De tempos em tempos se discute a tortura no Brasil até que não se discute mais, o que nos leva a crer que ela é discutida não segundo o molde de uma sociedade que escuta, mas no molde de uma sociedade que precisa de pequenas catarses, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Que bom te ver viva&#8221;: vergonha pela coragem alheia </p>
<p>De tempos em tempos se discute a tortura no Brasil até que não se discute mais, o que nos leva a crer que ela é discutida não segundo o molde de uma sociedade que escuta, mas no molde de uma sociedade que precisa de pequenas catarses, para, daí, não escutar nada. Documentário &#8220;Que bom te ver viva&#8221;, de Lúcia Murat, traz relatos de mulheres vítimas de tortura, servindo de grande documento de análise. Porque a tortura, historicamente defendida, atualiza uma estratégia de dominação sobre as mulheres e a expande para todos os cantos.</p>
<p>Para ler na íntegra na Agência Carta Maior, <a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16433" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.cartamaior.com.br');">clique aqui</a>.</p>
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		<title>Se é para dizer em nome próprio que se diga de próprio punho</title>
		<link>http://cesarkiraly.opsblog.org/2010/03/04/se-e-para-dizer-em-nome-proprio-que-se-diga-de-proprio-punho/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 02:44:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cesarkiraly</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arte]]></category>

		<category><![CDATA[filosofia]]></category>

		<category><![CDATA[Manuscrito]]></category>

		<category><![CDATA[Schopenhauer]]></category>

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		<description><![CDATA[
Manuscrito de Schopenhauer: clique na imagem: e veja o Ego.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a id="aptureLink_jtYavJKnSd" href="http://apture.s3.amazonaws.com/00000127273c6dd3a8461bda007f000000000001.Manuscrito%20Schopenhauer.JPG" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/apture.s3.amazonaws.com');"><img style="border: 0px none" src="http://apture.s3.amazonaws.com/00000127273c6dd3a8461bda007f000000000001.Manuscrito%20Schopenhauer.JPG" alt="" width="256.3391739674593px" height="373.75px" /></a></p>
<p>Manuscrito de Schopenhauer: clique na imagem: e veja o Ego.</p>
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		<title>A outra modernidade de Hume: causalidade e gosto moral</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 09:39:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cesarkiraly</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>

		<category><![CDATA[Causalidade]]></category>

		<category><![CDATA[david hume]]></category>

		<category><![CDATA[Gosto Moral]]></category>

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		<description><![CDATA[A outra modernidade de Hume: causalidade e gosto moral
(ensaio publicado na Revista Ciência Hoje, mas na versão completa)
David Hume não é um filósofo da linguagem, mas a sua obra inaugura a preocupação com as regras e com as convenções que afetará a filosofia analítica. Hume não é um filósofo transcendental, estritamente falando, mas a sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A outra modernidade de Hume: causalidade e gosto moral</p>
<p>(ensaio publicado na Revista Ciência Hoje, mas na versão completa)</p>
<p>David Hume não é um filósofo da linguagem, mas a sua obra inaugura a preocupação com as regras e com as convenções que afetará a filosofia analítica. Hume não é um filósofo transcendental, estritamente falando, mas a sua obra inaugura a forte sensibilidade à imaginação que será característica dos escritos de Kant e Husserl. A obra de Hume não poderia ser descrita como uma filosofia da interioridade, mas Husserl atribui ao escocês uma virtude ausente nas meditações de Descartes, a descrição da experiência na perspectiva do sujeito: em termos de impressões e idéias. Ainda assim, quando a filosofia francesa do século XX resolve desafiar a autoridade do sujeito moderno é na obra de Hume que encontra abrigo. A obra de Hume é fundamental para as grandes idéias dos últimos 250 anos de filosofia (em 2011 completam-se 300 anos do nascimento do filósofo). Se não fosse pela filosofia da experiência descrita por impressões e idéias, ou pela idéia de que o sujeito é um feixe despertencido de sensações, ou pela enunciação de que a razão é e deve ser escrava das paixões, o nome de Hume ainda seria lembrado pela granada deixada no colo dogmático da humanidade: o paradoxo da causalidade (denominado de paradoxo de Hume).</p>
<p>Neste paradoxo, bastante agônico a toda filosofia futura, encontra-se uma indagação bastante simples: não seria a causalidade, antes, um artifício da natureza humana na composição da experiência, do que algo de natural? Porque temos muitas idéias mirabolantes, mas se queremos torná-las um pouco mais simples podemos sempre reduzi-las a elementos de composição, e, nesse cenário, temos induções e mais induções, mas nunca causalidades. Na ciência várias foram as tentativas de escapar do paradoxo de Hume (naturalizamos a experiência por operação cognitiva artificial, com a qual estamos habituados): Popper tentou vulgarizar o problema postulado por Hume inventando uma forma de historicismo científico no qual as refutações são modelos de causalidade. Algo relativamente verdadeiro também aquilo que os pragmatistas fazem em filosofia. Outros, como Nelson Goodman, buscaram levar o paradoxo de Hume a sério e nele desenvolver o que pode ser denominado de teoria da projeção. A causalidade serve basicamente para duas coisas: (1) fazer com que nos sintamos em casa na experiência e (2) fazer com que possamos sentir que estamos a prever o futuro. À natureza humana o futuro é menos incômodo quando pode ser parcialmente previsto.</p>
<p>No que Hume puxa o tapete da causalidade um novo cenário é aberto: (1) podemos nos sentir em casa, mas para isso, podemos, no campo da moral, desalojar, pela falsa causalidade, um sem número de homens e (2) podemos prever o futuro, mas é aconselhável, no campo da ciência projetiva, não nos tornarmos servos de nossas previsões. O paradoxo de Hume, cabe lembrar, é desenvolvido nas circunstâncias de uma filosofia que coloca a natureza humana na cotidianidade, e o problema da moral é ponto de chegada para o questionamento acerca de nossas crenças causais. Não existe homem sem a possibilidade de vislumbramento da causalidade no mundo – existe sempre um forte componente de sociabilidade na crença causal – mas a causalidade exasperada pode tornar o mundo inabitável. A causalidade, para Hume, deve-se ao fato de que a natureza humana se habitua a experiência que a constitui. Nesse processo a imaginação estabelece conjunções constantes entre idéias e fenômenos que reconhece. Em última instância a natureza humana, pelo hábito, inventa a experiência que a constitui.</p>
<p>Já sabemos que a modernidade são “modernidades”: há uma modernidade com Kant e Weber e outra com Hegel e Marx. A modernidade com Hume, por outro lado, é bastante outra. Ler Hume, dentre outras razões, é relevante para darmos oportunidade a essa modernidade outra. Nesta modernidade outra o sujeito é relevante, mas a sua soberania é relativa. Interessa ao sujeito as investigações acerca dos elementos da experiência capazes de lhe constituir, porque existe uma indiscernível relação entre o entendimento, a moral, a crítica e a história. Nesta outra modernidade não há que se identificar finalidades extrínsecas às paixões, à simpatia e ao gosto. Existe, pois, uma história das representações – das imagens, dos discursos, das crenças e das cores – do entendimento, da moralidade e do gosto. Esta modernidade outra, identificada com a idéia de uma antropologia cética (ou seja, uma modernidade cética) possui uma árvore genealógica em Pierre Bayle e Michel de Montaigne. Nela, a natureza humana não exerce apenas um anseio ordenador, mas se define pela disponibilidade à experiência que a constitui: a natureza humana é disponível ao Outro pela simpatia e é disponível ao aprofundamento da experiência pelo gosto. Existe, portanto, um gosto pelo outro e um gosto pela experiência. Na disponibilidade à experiência do Outro surge a simpatia e na disponibilidade ao aprofundamento em certas experiências surge a delicadeza da imaginação.</p>
<p>A leitura da obra de Hume é polifônica como os seus conceitos. A obra principal de Hume o Tratado da Natureza Humana, escrito antes que o autor completasse 30 anos, é monumental no número de questões mefistofelicamente geniais, mas apresenta um estilo solto e encantador de filosofar que mais tarde será renunciado pelo escocês, dando lugar ao estilo mais sóbrio das Investigações sobre o Entendimento Humano e sobre os Princípios da Moral, os seus ensaios, igualmente, por vezes parecem trazer conceitos em cuja amplitude resignificam toda a obra, como a idéia de gosto, e ainda a História da Inglaterra que talvez, em sua monumentalidade, seja o principal exercício de filosofia pública da história da filosofia. Isto é, a polifonia da obra de Hume nos impede de estabelecer qualquer efeito orbital dos Ensaios e da História com relação ao Tratado e às Investigações: a obra de Hume é mais bem explicada pelas idéias de composição e acoplamento, as leituras acabam, por franco estímulo do autor, por fazer desenhos distintos.</p>
<p>A gramática filosófica de Hume é relevante à história da filosofia e intrigante ao historiador dos discursos em política, mas é inegável o poder de sedução à filosofia contemporânea. No campo da moralidade nos permite pensar a pluralidade sem relativismo, ou seja, estabelece formas de investigação da cultura sem o vício do culturalismo; no campo do direito nos ajuda a pensar os conteúdos mínimos do direito natural sem os quais estaríamos constantemente expostos a clubes de suicidas ou de delirantes e no campo da arte nos inspira com a descrição imagética da experiência, a admissão da idéia de marcas da experiência, e um conceito de gosto que em nada se confunde com o julgamento dos melhores objetos, mas que estabelece um forte imperativo de disponibilidade da imaginação às novas experiências.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Um velho hábito</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 04:04:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cesarkiraly</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

		<category><![CDATA[Chaplin]]></category>

		<category><![CDATA[hábito]]></category>

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		<description><![CDATA[O palhaço Calvino, personagem de Chaplin, que sofre com o amor pela bailarina Thereza, no filme Luzes da Ribalta, acaba por dizer, na última cena, um pouco antes de morrer: – Eu acredito que estou morrendo, mas não tenho certeza. Eu já morri tantas vezes. Onde ela está? Eu quero vê-la dançar. A explicação, para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O palhaço Calvino, personagem de Chaplin, que sofre com o amor pela bailarina Thereza, no filme Luzes da Ribalta, acaba por dizer, na última cena, um pouco antes de morrer: – Eu acredito que estou morrendo, mas não tenho certeza. Eu já morri tantas vezes. Onde ela está? Eu quero vê-la dançar. A explicação, para essa última frase, dita um pouco antes, não podemos compreendê-la, ainda, sem o desvelamento do final montaigneano: – O melhor da vida é quando se torna um hábito. É tão difícil largar um velho hábito.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Especial ARCO 2010</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Feb 2010 16:36:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cesarkiraly</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[crítica de arte]]></category>

		<category><![CDATA[ARCO 2010]]></category>

		<category><![CDATA[Daniel Blaufuks]]></category>

		<category><![CDATA[josé bechara]]></category>

		<category><![CDATA[Manuel Caeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Acontece nesses dias de agora a feira de Arte Contemporânea de Madrid (ARCO). Dentre os artistas portugueses e brasileiros levados à feira pelo galerista português Carlos Carvalho tive a oportunidade de escrever sobre alguns deles. Se não me engano a feira termina amanhã, domingo, dia 21 de Fevereiro. Então, aproveito o momento para lembrar dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acontece nesses dias de agora a feira de Arte Contemporânea de Madrid (<a href="http://www.ifema.es/web/ferias/arco/default.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.ifema.es');">ARCO</a>). Dentre os artistas portugueses e brasileiros levados à feira pelo galerista português <a href="http://www.carloscarvalho-ac.com/galeria_pt.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.carloscarvalho-ac.com');">Carlos Carvalho</a> tive a oportunidade de escrever sobre alguns deles. Se não me engano a feira termina amanhã, domingo, dia 21 de Fevereiro. Então, aproveito o momento para lembrar dos textos:</p>
<p>José Bechara<br />
<a href="http://cesarkiraly.opsblog.org/2009/03/07/jose-bechara-analitica-do-preto-e-do-branco-e-suas-cores/"><br />
Analítica do Preto e do Branco e suas Cores</a></p>
<p><a href="http://cesarkiraly.opsblog.org/2009/03/09/jose-bechara-estilhacos/" >Da Casa aos Estilhaços de Açúcar-Imagem</a></p>
<p>Manuel Caeiro</p>
<p><a href="http://cesarkiraly.opsblog.org/2009/07/29/manuel-caeiro-os-objetos-pictoricos/" >Os Objetos Pictóricos</a></p>
<p>Daniel Blaufuks</p>
<p><a href="http://cesarkiraly.opsblog.org/2008/08/13/da-fotografia-de-daniel/" >As Dimensões Visuais da Sociabilidade</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>e restei morto pro resto da vida</title>
		<link>http://cesarkiraly.opsblog.org/2010/02/14/e-restei-morto-pro-resto-da-vida/</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 00:21:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cesarkiraly</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[decidi escrever de trás para
frente. mas não sou a primeira. ou.
a terceira pessoa a escrever.
achei que encontrara seu
guarda-chuva. ele estava encoberto.
era o cabo do meu. não do seu.
decidi escrever de três para
frente. mas não sou a primeira. ou.
a terceira pessoa a escrever.
o seu guarda-chuva se carrega
para dentro da minha vida
torrencial. aos meus cani. vetes. de. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>decidi escrever de trás para<br />
frente. mas não sou a primeira. ou.<br />
a terceira pessoa a escrever.</p>
<p>achei que encontrara seu<br />
guarda-chuva. ele estava encoberto.<br />
era o cabo do meu. não do seu.</p>
<p>decidi escrever de três para<br />
frente. mas não sou a primeira. ou.<br />
a terceira pessoa a escrever.</p>
<p>o seu guarda-chuva se carrega<br />
para dentro da minha vida<br />
torrencial. aos meus cani. vetes. de. vida.</p>
<p>decidi escrever de trás para<br />
frente. mas. só. sobram os meus<br />
planos. de. só. sobram os meus<br />
planos. e. de trás para frente. não. sou.<br />
nem o primeiro. nem o último. nem a<br />
primeira. nem a terceira pessoa. de.<br />
todas. sou a penúltima pessoa.</p>
<p>decidi escrever de três para<br />
frente. mas. só. sobram os meus<br />
planos. se. só. sobram os meus<br />
planos. e. de três para frente. não. sou.<br />
nem o último. nem o primeiro. nem a<br />
última. nem. a. primeira pessoa. de.<br />
todas. sou a penúltima pessoa.</p>
<p>a penúltima pessoa. de. ti. presente.<br />
de. ti. presente.<br />
de. ti. presente.<br />
não espero nada senão futuro.</p>
<p>estivera com os pulmões em celofane.<br />
a ponto de viver para sempre.<br />
sem resquício de ar. como vivem os<br />
belos olhos fechados de Proust.<br />
e do quente. e fechado. e celofane.<br />
fez água fria torrencial sem guarda-chuva.<br />
e restei morto pro resto da vida.<br />
respirando. não a celofane. mas a folha<br />
alva de tábula rasa.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Da instituição de pontes, ensaio sobre Hume-Spinoza</title>
		<link>http://cesarkiraly.opsblog.org/2010/02/13/da-instituicao-de-pontes-ensaio-sobre-hume-spinoza/</link>
		<comments>http://cesarkiraly.opsblog.org/2010/02/13/da-instituicao-de-pontes-ensaio-sobre-hume-spinoza/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 13 Feb 2010 13:01:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cesarkiraly</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>

		<category><![CDATA[política]]></category>

		<category><![CDATA[hume]]></category>

		<category><![CDATA[Hume-Spinoza]]></category>

		<category><![CDATA[Spinoza]]></category>

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		<description><![CDATA[Da instituição de pontes
por Cesar Kiraly
Posto que o pensamento é uma imagem, o que nos faz buscar sempre imagens do pensamento, algo, talvez, que se pode denominar de uma imagem dialética, parece legítimo, pois, buscar a ligadura entre as imagens, entre as representações, entre os discursos, e se a ligadura entre idéias pode receber o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Da instituição de pontes</p>
<p>por Cesar Kiraly</p>
<p>Posto que o pensamento é uma imagem, o que nos faz buscar sempre imagens do pensamento, algo, talvez, que se pode denominar de uma imagem dialética, parece legítimo, pois, buscar a ligadura entre as imagens, entre as representações, entre os discursos, e se a ligadura entre idéias pode receber o nome de associação de idéias, o que nada mais é do que uma colcha de retalhos, talvez, e somente na hesitação, possamos chamar a ligadura entre imagens do pensamento de ponte. Ou talvez possamos usar uma marca gráfica. Como esta:</p>
<p style="text-align: center">-</p>
<p>Assim, posto que entre imagens do pensamento, podem-se estabelecer pontes, algo como um acesso pictórico, julgamos lícito dizer que a confecção de uma ponte é uma enunciação criativa. Donde, entre Hume e Spinoza, deve-se construir uma ponte. Como esta:</p>
<p style="text-align: center">Hume-Spinoza</p>
<p>Uma outra ponte foi construída entre Spinoza-Hegel num brilhante ensaio de Pierre Macherey, com sentido bastante diverso. Na ponte construída por Macherey a questão é mostrar os empecilhos do atravessamento, nas razões de uma fusão entre imagens. Na ponte de Macherey existe uma forte nova significação da obra de Spinoza como um invejável pensador do absoluto capaz de unificar elementos fragmentários numa forma: absoluto-fragmento. Nesta ponte, Hegel possui razões para temer, para temer a solidez, porque se Spinoza-Hegel não desmorona, podemos então ultrapassar o absoluto de Hegel, por um absoluto que pode tudo o que o absoluto pode, e mais além, ou mais um pouco, pode o fragmento-absoluto. Assim, a ponte construída por Macherey é perigosa se desmorona, ou se agüenta o peso, em todos os sentidos é uma ponte dos riscos do atravessamento.</p>
<p>Para ler todo o ensaio, na Revista Estudos Hum(e)anos, <a href="http://revista.estudoshumeanos.com/da-instituicao-de-pontes-por-cesar-kiraly/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/revista.estudoshumeanos.com');" target="_blank">clique aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cesarkiraly.opsblog.org/2010/02/13/da-instituicao-de-pontes-ensaio-sobre-hume-spinoza/feed/</wfw:commentRss>
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		<title>se tivermos silêncio</title>
		<link>http://cesarkiraly.opsblog.org/2010/02/12/se-tivermos-silencio/</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Feb 2010 20:07:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cesarkiraly</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

		<category><![CDATA[orelhas]]></category>

		<category><![CDATA[vazio]]></category>

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		<description><![CDATA[sabe amor, quando eu era
novo, um desconhecido arrancou
minhas orelhas. e delas num
saco. fez um peso para que
eu carregasse nos bolsos. e toda
vez em que preciso escutar
lembro do arrancamento e do peso.
e todo som de voz me encontra.
um. pouco. ressentido. de. sentir.
deslocado. dos. bolsos. para. o.
lado. da. cabeça. assim. sabe,
amor? se tivermos silêncio
me coloque uma música;
porque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>sabe amor, quando eu era<br />
novo, um desconhecido arrancou<br />
minhas orelhas. e delas num<br />
saco. fez um peso para que<br />
eu carregasse nos bolsos. e toda<br />
vez em que preciso escutar<br />
lembro do arrancamento e do peso.<br />
e todo som de voz me encontra.<br />
um. pouco. ressentido. de. sentir.<br />
deslocado. dos. bolsos. para. o.<br />
lado. da. cabeça. assim. sabe,<br />
amor? se tivermos silêncio<br />
me coloque uma música;<br />
porque a escolha me parece<br />
mais bonita do que o vazio dos meus bolsos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Infinito e Ilimitado na filosofia política</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 16:11:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cesarkiraly</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>

		<category><![CDATA[política]]></category>

		<category><![CDATA[soberania]]></category>

		<category><![CDATA[temor]]></category>

		<category><![CDATA[tremor]]></category>

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		<description><![CDATA[Da instituição do temor e do tremor
Introdução
A preocupação psicanalítica com a crença nos leva a buscar as suas inscrições arqueológicas no pensamento filosófico. Encontramos uma relação bastante estreita entre a crença e o pensamento soberano. A crença é utilizada para pensar no âmbito político formas de onipotência predicadas com a idéia de infinito. Mas a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Da instituição do temor e do tremor</p>
<p>Introdução</p>
<p>A preocupação psicanalítica com a crença nos leva a buscar as suas inscrições arqueológicas no pensamento filosófico. Encontramos uma relação bastante estreita entre a crença e o pensamento soberano. A crença é utilizada para pensar no âmbito político formas de onipotência predicadas com a idéia de infinito. Mas a soberania antes de ser política é teológica. Percebemos, contudo, a entrada da idéia de soberania no pensamento político pela transposição do infinito para o ilimitado. Essa seria uma forma de levar “aquilo maior do que o que não se pode pensar” para questões relacionadas ao tempo histórico. Com efeito, buscam-se os fragmentos lógicos e pathológicos da autoridade.</p>
<p>I</p>
<p>Investigaremos, nas linhas que se seguem, e por tudo o que foi dito sobre crenças na psicanálise, o argumento lógico de Anselmo acerca da existência de essências (prova ontológica da existência de Deus), bem como, as objeções apresentadas por Tomás. Temos como objetivo mostrar, como o faz Fernando Gil, a estrutura contígua presente na assertiva da existência de essências e na assertiva acerca da existência da soberania. Para que sejamos capazes de dizer que a soberania existe, antes devemos ser capazes de pensar alguma coisa além da qual nada pode ser pensado; como a existência de Deus. Contudo, para além das pesquisas de Fernando Gil, vamos examinar as teses de Tomás acerca do temor e do tremor enquanto fundamentos da autoridade política. As perguntas que nos fazemos, em virtude das questões de Anselmo sobre aqueles que sabem da existência de Deus, mas não sentem Deus, é a seguinte: pode a soberania estar fundada apenas no argumento ontológico, pode estar fundada, apenas, no argumento da causação do temor e do tremor, ou a soberania, necessariamente, é fundada, na dupla articulação entre o saber, lógico e ontológico, e as estratégias de produção de temor e tremor? No fim, postularemos: a soberania ao invés de ser relacionada com o infinito não deveria ser relacionada com a idéia de ilimitado? Se a prova da existência de essências faz com que Deus seja encontrado no infinito, não deveria ser a soberania fundada na concepção de ilimitado? Qual seria a distinção entre o infinito e o ilimitado? Uma vez a soberania relacionada com a idéia de ilimitado, poderia ela ser fundamento da autoridade?</p>
<p>Continue a ler na Revista Estudos Hum(e)anos, <a href="http://revista.estudoshumeanos.com/da-instituicao-do-temor-e-do-tremor/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/revista.estudoshumeanos.com');">clique aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Margarida pediu one trago.</title>
		<link>http://cesarkiraly.opsblog.org/2010/02/07/margarida-pediu-one-trago/</link>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 14:37:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cesarkiraly</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

		<category><![CDATA[Margarida]]></category>

		<category><![CDATA[Margarida e Raimundo]]></category>

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		<description><![CDATA[Raimundo diz:
mas eu te amo Margarida.
Margarida diz:
preciso ler para crer.
Raimundo diz:
acredita em tudo o que lê?
Margarida diz:
não, mas preciso ler para crer.
Então, Raimundo acendeu um cigarro e pensou:
&#8220;Como este Rasgo na minha garganta que de tempo em tempo volta a abrir, o rasgo da minha alma deve voltar a cicatrizar, sozinho&#8221;.
Margarida pediu one trago.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Raimundo diz:<br />
mas eu te amo Margarida.<br />
Margarida diz:<br />
preciso ler para crer.<br />
Raimundo diz:<br />
acredita em tudo o que lê?<br />
Margarida diz:<br />
não, mas preciso ler para crer.</p>
<p>Então, Raimundo acendeu um cigarro e pensou:</p>
<p>&#8220;Como este Rasgo na minha garganta que de tempo em tempo volta a abrir, o rasgo da minha alma deve voltar a cicatrizar, sozinho&#8221;.</p>
<p>Margarida pediu one trago.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>da caixa de música</title>
		<link>http://cesarkiraly.opsblog.org/2010/02/02/da-caixa-de-musica/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 14:04:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cesarkiraly</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

		<category><![CDATA[gatos]]></category>

		<category><![CDATA[internacional socialista]]></category>

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		<description><![CDATA[gato. se todo gato.
preso. e bem. dentro de
casa. então. fiquem
os gatos presos. em
casa. se eles jogam
a caixinha de música
no chão. e a quebram
em 5 pedaços. 4 encontra-
dos e um perdido. então.
ficam os gatos presos.
em casa. e na caixinha.
era. a internacional
socialista que tocava.
vamos sair. amor.
deixe trancado. os
gatos. uma casa
não é um pulmão.
a vida é mais que
asma. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>gato. se todo gato.<br />
preso. e bem. dentro de<br />
casa. então. fiquem<br />
os gatos presos. em<br />
casa. se eles jogam<br />
a caixinha de música<br />
no chão. e a quebram<br />
em 5 pedaços. 4 encontra-<br />
dos e um perdido. então.<br />
ficam os gatos presos.<br />
em casa. e na caixinha.<br />
era. a internacional<br />
socialista que tocava.<br />
vamos sair. amor.<br />
deixe trancado. os<br />
gatos. uma casa<br />
não é um pulmão.<br />
a vida é mais que<br />
asma. e. o pulmão. é<br />
mais do que internacional.<br />
mesmo que socialista.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>dos bilhetes e dos pensamentos</title>
		<link>http://cesarkiraly.opsblog.org/2010/01/30/dos-bilhetes-e-dos-pensamentos/</link>
		<comments>http://cesarkiraly.opsblog.org/2010/01/30/dos-bilhetes-e-dos-pensamentos/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 30 Jan 2010 19:28:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cesarkiraly</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[bilhete de número 1 (encontrado no bolso da frente) - bordas regulares
eis, espero e não chega.
eis, volto e não volta.
aqui, atendo, sozinho.
bilhete de número 2 (encontrado no bolso de trás) - bordas irregulares
a melancolia das manhãs.
a frieza das madrugadas.
bilhete de número 3 (encontrado no bolso da camisa) - depois da máquina de lavar
e não restam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>bilhete de número 1 (encontrado no bolso da frente) - bordas regulares</p>
<p>eis, espero e não chega.<br />
eis, volto e não volta.<br />
aqui, atendo, sozinho.</p>
<p>bilhete de número 2 (encontrado no bolso de trás) - bordas irregulares</p>
<p>a melancolia das manhãs.<br />
a frieza das madrugadas.</p>
<p>bilhete de número 3 (encontrado no bolso da camisa) - depois da máquina de lavar</p>
<p>e não restam nem mesmo<br />
as tardes.</p>
<p>&#8220;entre um bilhete e outro as pessoas pensam&#8221;.</p>
<p>então Raimundo pensou:</p>
<p>&#8220;ele é o maior poeta<br />
dos nascidos vivos.<br />
ele é o maior poeta<br />
dos natimortos.<br />
ele nasceu um pouco morto,<br />
mas depois vingou&#8221;.</p>
<p>então Margarida pensou:</p>
<p>&#8220;há demônios para dias de sol.<br />
há demônios para dias de chuva.<br />
há demônios para dias felizes.<br />
há demônios para infernos.<br />
dos demônios que se tem notícia<br />
o pior deles é o passado. não<br />
que a maior parte das<br />
pessoas tenha algo de feio lá<br />
onde o olho não mais vê.<br />
ainda assim. ele. persegue.<br />
o demônio é um conjuntinho<br />
de tristezas. um montinho de<br />
pelo, poeira e cabelo. uma<br />
ovelhinha de gato. o demônio<br />
é uma árvore: persegueiro.<br />
o demônio é o nome da árvore.<br />
que não existe. e. nem. existirá.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>sorites</title>
		<link>http://cesarkiraly.opsblog.org/2010/01/28/sorites/</link>
		<comments>http://cesarkiraly.opsblog.org/2010/01/28/sorites/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 00:34:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>cesarkiraly</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

		<category><![CDATA[sorites]]></category>

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		<description><![CDATA[sorites
existe um momento
em que ainda é dia.
quase sem sê-lo.
outro. noite. mas
entre uma coisa.
e. outra. nunca
percebo. queria o
exato momento. o
exato momento que
me escapa.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>sorites</p>
<p>existe um momento<br />
em que ainda é dia.<br />
quase sem sê-lo.<br />
outro. noite. mas<br />
entre uma coisa.<br />
e. outra. nunca<br />
percebo. queria o<br />
exato momento. o<br />
exato momento que<br />
me escapa.</p>
]]></content:encoded>
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