A marca promove esvaziamento moral do conceito de perversão, para proporcional preenchimento estético. Não se trata de utopia estética para a psicanálise, pois não se engana acerca da possibilidade de se desvincular psicanálise e moralidade, mas entende que a vinculação entre psicanálise e moralidade não deve ser constituÃda pelo traço da normalização, mas pelo traço dos conflitos intrÃnsecos aos valores. A psicanálise não é capaz de dizer nada pelo interdito, sobre a transgressão, por meio do conceito de perversão. Se a reflexão sobre a interdição, sobre a regra, constitui espaço central nas investigações psicanalÃticas, também a psicanálise deve atentar sobre como encontrar a razão conflitiva para os interditos. E não produzir discursos de mortificação da criatividade, pela promoção da caça à s bruxas consubstanciada pelas perversões. O laço entre a experiência analÃtica e a experiência estética torna imperativa a consecução de um conceito que ao mesmo tempo exemplifique dinâmicas afetivas e estabeleça proximidade com os processos criativos: a marca parece exercer bem essa função conceitual.
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