da nudez que somos capazes de ver é guardado apenas um pequeno
trapo de limpar a tinta pelos lados. resta sempre um corpo nu. bastante nu.
e nunca é o bastante para toda tinta de que se é capaz de lambuzar
um corpo nu. e se a nudez pode estar na parede. ou no chão.
aplicam-se dentadas bem sofridas. para que reste um pedaço
irregular de mundo. não há nada no mundo que não seja tela.
não há nada no mundo que não seja tela. não há nada no mundo
que não seja tela. ou pigmento. ou tela. ou pigmento. se.
não há nada no mundo que não seja nudez. se. não há nada
no mundo que não se deixe ver. ainda que por olhos de transparência.
não importa quem nos serve o chá. não estamos nunca sozinhos. e seremos
sempre servidos. basta que mantenhamos algum aborrecimento
por estarmos nus de roupa. e não importa
se não fizemos amor. basta mostrarmos algum aborrecimento
por estarmos amor de roupa. se. sempre nos virão os chás. da pérsia.
sempre nos virão os ruivos. as ruivas. sempre nos servirão
em pigmentos de tela. em nós. e na nudez pura. as almofadas
são sempre macias. os lençóis são sempre desvios. sempre
sobra um cadeira de fazer trepar.








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