Novas escrituras
Oct 17th, 2008
by cesarkiraly.
Publico duas novas escrituras no sÃtio principal do OPS! Não as reproduzirei por inteiro aqui, em virtude do acordo editorial da Revista, mas gostaria que todos passassem os olhos. A primeira escritura aborda a crise financeira, sob a perspectiva da crÃtica ao delÃrio, A crise financeira e a economia real: um delÃrio.
Existe uma grave crise financeira e os bancos estão em greve. Contudo, o momento mais propÃcio para se pedir algum tipo de reajuste é no perÃodo de vacas-gordas não divididas. Sempre vimos desse jeito na ação dos grupos de metalúrgicos. A crise financeira é uma crise de confiança. A inadimplência de alguns mercados torna os investidores desconfiados acerca da saúde das instituições financeiras: então o que fazem? Os investidores especulam, ficam nervosos, procuram um jeito de ganhar dinheiro quando os outros perdem, em suma, eles tiram o dinheiro de um lado e colocam no outro. Fazem isso nas bolsas de valores, as quais são grandes praças de circulação de opiniões em forma de dinheiro.
A outra escritura é uma proposta de conferência para o evento de arte denominado FOTO Rio. Na perspectiva experimental abordo A câmara clara de Roland Barthes, para fazer comentários sobre os argumentos de morte e vida da história da arte:
A fotografia nos ajuda a contrapor um argumento ao fim da história da arte. Porque se na perspectiva histórica há esgotamento das superações e na perspectiva do conhecimento foram exauridas as formas de aprofundamento do gosto, na perspectiva das sensações devemos dizer que a arte não existe. Roland Barthes escreve A Câmara Clara sob tal perplexidade – ao descrevermos a fotografia tudo nos leva a crer que ela não existe – donde encontra apenas uma chave para a afirmação desse existente – o óxido de prata. A fotografia se permite existir pela quÃmica que ultrapassa os afectos. Diz que é sempre o estalido da mecânica fotográfica que a faz existir.
Posted in: Arte, filosofia, polÃtica.
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