Para todos aqueles que entendem que o platonismo, ao procurar uma estratégia maior do que o não-ser, encontrou a atividade mais encantadora já promovida pela filosofia, permitir que o não-ser produza ser, ou que fabulações produzam mundos. Aceitar essa estratégia do platonismo não é se confundir com o idealismo ou com a disposição platônica. Mas perceber que a experiência guarda, nela mesma, a produção de infinitos duplos, de incontáveis simulacros e de potência de ficção ilimitada. A adesão não fictiva à experiência faz o mundo escravo de si mesmo. A adesão fictiva à experiência produz um mundo maior do que si mesmo.
 “Há dois tipos de imagens que circulam na história da humanidade: a imagem-Ãcone e a imagem-simulacro. Enquanto a primeira, a realista, representa o mundo, é vinculada ao mundo, do qual é representação; a segunda é insubordinada, falsa, de conjugações disparatadas. Platão fez, de ambas, matéria de seus trabalhos e a Eukasia é sua ciência. Mas não só, quando Platão separa o mundo sensÃvel do mundo inteligÃvel; aparecem os corpos, o fenômeno, o ser. Sua ciência é a Pistis. ESQUIZOFILMIA trata da imagem-simulacro, mostra-a como sombra, reflexo, imagem em espelho, como mostra a textura dos corpos e de um corpo de uma ratazana morta; o filme libera a textura - a vibração da matéria.” Claudio Ulpiano









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