E se ao invés de comentar o trem, de pensar o trem, estivéssemos a viver o trem? A experiência do trem só pode ser vivida se nossos corpos forem depositados dentro deles, se nossos pulmões forem fulminados pelo gás ou se nossos corpos forem incinerados? Existe como viver a experiência sem propriamente vivê-la? Pode existir um viver que parta de um sentir? Para que sejamos pouco fiéis com o meu adorado talvez - retirarei todos os pontos de interrogação para transformar as minhas indagações em assertivas - as assertivas que visceralmente pretendo fazer - existe um modo de viver a experiência através do sentir a experiência, por intermédio do ato moral de adesão à experiência. De nenhuma forma indico que experiências historicamente marcadas possam ser repetidas, mas afirmo que um sentir acerca das experiências pode ser acessado, em função da adesão moral, do vÃnculo afetivo e, sobretudo, pela sensação.









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